Eu vejo o blues como um som pesado e ao mesmo tempo romântico.É aquela música que você escuta quando brigou com alguém que gosta.Sem pensar muito vai lá epega a moto,cai na estrada,e para no primeiro bareco que está com a plaquinha escrito ‘open’.Estaciona,entra,o lugar tem luzes ‘baixas’,você senta num banco junto ao balcão e fala pro barman:’me ve o wisky mais forte e mais velho,e dexa a garrafa”.Ele te serve,você toma aquela bebida gota a gota como se sufocasse a tua dor.E no som de fundo,escuta um blues,aquela música pesada que ao mesmo tempo pode ser romantica,depende dos olhos de quem a vê(ou seria dos ouvidos de quem escuta?).Dai você olha para os lados e olha os caras bebendo,na mesma situação que você,ou quem sabe,pior.O homem sentado na mesa à esquerda parece mal,camisa aberta,gravata afroxada e uma expressão amarga.”É,estamos todos na mesma lama”.
A cortina vermelha de veludo do teatro se abriu e o espetaculo começou e junto com ele os risos das pessoas da plateia,até aquele senhor com ‘cara marrada’ está rindo,mas a mocinha da ultima fileira,exatamente na poltrona do meio,nao está rindo.Como ela consegue?Todos riem em sua volta e ela está com aquela expressão na face,com aqueles olhos que mostram constrangimento.Talvez pelo fato que ela consegue ver a realidade daquele momento,a realidade que falta para aquelas pessoas que usam seus casacos de pele.Quando a cortina se abriu,ela não viu o moço bonito com uma cartola que falava coisas engraçadas,mas sim os defeitos que se apresentavam ali.No final do espetaculo ela batia palmas,não para os atores,mas para a estupidez humana,para aqueles que são como um teatro apos o espetaculo:vazio,escuro e silencioso.
A vida é feita de momentos.Incanei nessa frase quando eu vi Closer pela décima vez(sim,era para ser um exagero,porque po,fico na minha cabeça saca?!).Admiro as pessoas que fazem o roteiro desses filmes,esses que nos impressionam pelo conteúdo e não pelos efeitos fodásticos de última geração.E eu realmente percebi que a vida é feita de momentos,aqueles que não voltam mesmo,a não ser que nós ‘forjemos’ eles.O que mais me irrita é exatamente isso,perceber coisas que queriamos ter falado,feito,aproveitado,depois que os momentos passaram e só ficou no quase ou talvez no ‘porque eu não falei ou fiz aquilo’.Saber aproveitar o instante não é tão fácil…talvez se alguém que você gosta mora longe e você o vê de mês em mês,é a maneira mais drástica de aprender,mais você aprende.O hoje é agora,o momento é agora,saiba aproveitar ele,essa é a tua chance,depois,é depois.Agarre-a.JUMP.
A maioria das pessoas que eu conheço procuram se encontrar em frases e poemas de autores conhecidos,ou até desconhecidos,isso acontece até o momento em que elas se tocam que o que elas precisam saber está nelas mesmas ou num papo com um amigo,que conta teorias novas de vida(tipo aquelas de bar,quando você bebe todas e começa a discutir a escolastica).Eu,particularmente soube de duas muito interessantes nesses dois dias que passou,a primeira era que você tem dois tipos de pessoas na tua vida:um batman ou um robin(eu prefiro o coringa).O Batman é aquele que marca,que faz questão de marcar a tua vida.O Robin,é aquele que espera o Batman agir pra ele saber o que ele tem que fazer.E a segunda,mais não a pior,é que você tem que mudar de fora pra dentro,é obvio,eu sei,tão obvio como ver o fim como um começo novo,mais mesmo assim não vemos isso.

Chega um dia em que se está no limite;let it be,laissez faire, laissez passer(deixe fazer.deixe passar) já não é mais uma solução ‘bonitinha’,fingir que coisas não estão acontecendo.Acho que vivi grande parte da minha vida assim,como se estivesse dentro de uma bolha bem grande,com meu mundo ali dentro,como se as coisas que eu precisasse estivessem ali,voando para que eu pudesse pega-las quando eu necessitasse,tipo um onibus espacial.Juntamente com esse dia tão especial quando você percebe que as pessoas fazem poco de você,mesmo você fazendo muito dela,BOOM,você teve mais uma lição de vida para contar para seus filhos e netos.Se liberdade existe,acho que é na hora em que você fala tudo aquilo que tá entalado na tua garganta,como uma bola,(tipo a bola de pêlos que o Gato de botas fica ‘cuspindo’).Talvez a frase já não seja mais ‘foda-se’,mas sim ‘eu me amo porra!’(mesmo que seja clichê,e dai que é clichê?),o bastante pra não deixar certas pessoas fazerem pouco de mim.Pequena menina,grande virando(quem sabe) uma grande mulher,que nos seus dias de folga vai ficar sentada na sacada,tomando um café forte e lendo um livro do Machado de Assis.
O conto de fadas estilo Realismo
_Oi meu nome é Alice e o seu?
_Caio.(menino tímido,cujo olhos brilham)
Eles brincam a tarde inteira daquele dia em que o sol sorri para eles durante a tarde.
Os anos passam,eles crescem,Alice amadurece,Caio encanta a menina.
Eles se beijam,eles namoram,eles brigam,fazem as pazes,brigam de novo,os meses passam, e aparece aquela vaca que o roubou Caio de Alice;a menina que era ingenua e encantadora,que virou numa menina mais esperta e fria.Que pena que o nariz de Caio nunca cresceu quando ele mentia.
Uma das coisas que eu mais queria é saber encaixar as palavras como um quebra cabeça de 20 peças,mas me limito em encaixar traços feitos pela ponta de um lápis grafite 6B.


